O que a pesquisa apresenta
Pesquisadores do INSEAD acompanharam durante quatro anos uma transformação em uma empresa de serviços profissionais, com quase 760 horas de observação e mais de 300 entrevistas. O artigo discute como a ansiedade dos líderes pode alimentar mudanças que desviam a atenção dos problemas reais. É um estudo de caso, não uma regra sobre toda reorganização.
Leitura original: The Perils of Defensive Organising →INSEAD Knowledge · Declan Fitzsimons, Gianpiero Petriglieri e Jennifer Petriglieri · 05/10/2026Minha leitura
Minha leitura é que a pressa de mudar pode criar uma sensação de ação sem produzir uma melhora na rotina. Troca-se o sistema, muda-se o cargo de alguém, cria-se uma nova reunião. A equipe aprende outra forma de trabalhar, mas a dificuldade que motivou tudo continua ali.
Antes de reorganizar, eu pediria uma descrição concreta do problema. O cliente está esperando demais? A decisão fica parada com a mesma pessoa? Há erro de informação entre atendimento e entrega? Cada uma dessas situações pede uma intervenção diferente. Uma mudança ampla sem esse diagnóstico pode aumentar a carga de trabalho.
Também considero importante olhar para a própria liderança. Se ninguém pode decidir sem autorização, uma nova estrutura dificilmente vai criar autonomia sozinha. O combinado precisa aparecer no comportamento diário de quem conduz a empresa. O desenho no papel só ganha valor quando muda o que as pessoas conseguem fazer.
Essa mudança resolve um problema observado ou apenas alivia a pressa de fazer alguma coisa?
Para levar à sua empresa
- Descreva o problema com um exemplo recente e verificável.
- Escolha uma mudança pequena e defina o sinal de melhora esperado.
- Reserve uma data para avaliar o resultado antes de começar outra reorganização.
Resumo independente e análise de Isadora Raymond. A fonte original e a aplicação prática estão identificadas separadamente.


